quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Acabo de chegar de uma formação de animadores. A realidade é que nos últimos cinco anos tenho frequentado um campo de férias onde participei como acampante. Posso com segurança afirmar que esta experiência foi uma das que mais me enriqueceu como pessoa, na relação com os os outros e comigo mesmo. Não é fácil estar inserido num meio de colégio durante 8 meses e chegar ao Verão, totalmente desamparado, necessitando de uma integração rápida. Num meio onde o mimo é como bem diz o povo, "o pão nosso de cada dia", em que cada um faz o que quer e quando quer, onde ninguém se preocupa com ninguém e demonstra a atitude do, e sem querer abusar da boca popular, "quem vier atraz que feche a porta". Ainda assim a minha adaptação foi rápida também pela minha própria personalidade ou pela atenção da equipa de animadores responsavéis por mim nos meus primeiros turnos. Hoje posso com alguma confiança afirmar que sou um dos ícones do Campo de Férias do Castor (nome da instituição que tão gentilmente me recebeu e ocupou os tempos livres). Isto porque toda a gente sabe o meu nome e sabe todos os episódios das minhas peripécias ao longo de cinco anos de campos.
No entanto o que me leva a escrever hoje é a aprendizagem. O que é que aprendi nas actividades como acampante e o que assimilei da formação realizada durante 5 dias? Será que aprendi mais com as actividades lúdicas e com as sessões de animadores ou com as cantigas à noite? Na minha opinião, o ganho está sobretudo nestes momentos, são eles que definem rumos, amizades e mesmo personalidades. Durante as "Dunas" ou mesmo quando "Não há estrelas no céu"a aproximação dos grupos é tão maior que permite o aparecimento de tiques, olhares cumplicies, toques e expressões, rotinas e certas ligações, tão profundas que duram uma vida!
Hoje sei perfeitamente o que é um amigo, uma pessoa verdadeira e que não coloca uma crosta por cima só para ser social ou conhecido, no Campo, eu sou eu e mais ninguém...Dificil exercício eu sei mas há que tentar! Um exemplo concreto são a maior parte das pessoas da minha turma. Quando estão juntas, olha lá as maneiras, agora separadas todas opinião umas sobre a vida das outras! No campo isto não acontece...esses falsos jogos ficam na paragem onde se apanha o autocarro para a quinta!
A minha conclusão é: A vida descobre-se, não na escola, não em formações ou actividades mas com a experiêcia de lá estar...O que importa é que no fim todos saibam o que fazer.

sábado, 17 de outubro de 2009

Peço desculpa pela ausência prolongada, parece que já nem tempo para mim tenho quando mais para os outros...Por isto perdão.
Na realidade escrevo pedindo concelhos a quem quiser responder ao apelo do ''escritor''.
Sinto-me confuso, andando a deriva, sinto que ninguém me ouve, nem tão pouco quer ouvir. Sinto que estou sozinho. Por vezes quando saio da escola à sexta-feira imagino todos os jovens da minha idade a divertirem-se com os amigos, namorados, primos ou irmãos, e eu...enterrado em casa por debaixo da minha própria solidão. Claro que isto não acontece sempre!Também me divirto.
Na verdade nem sei porque isto me acontece. Sempre fui extrovertido e consegui sempre trazer para junto de mim muitos amigos, muito calor.Talvez seja a minha postura defensiva e desleixada que passe uma imagem de imunidade, força e capacidade de vencer totalmente só. Tudo isso, uma fachada para não dar parte fraca. O pior é o total desinteresse que as pessoas revelam em relação a mim. Penso que a minha imagem de perfeição será talvez demasiado caprichosa. Tudo o que eu queria era um grupo para estar, que estivessemos sempre juntos. No final das aulas beber um café e estar, simplesmente deixar-me ficar.Não é demasiado pois não?
O que fazer para conquistar isto junto de pessoas que valham a pena?pessoas com que se possa conversar sobre coisas mais profundas do que unhas,sexo, drogas e rock n' roll? Acho que sou uma espécie em vias de extinção e talvez já não haja ninguém como eu por aí, no entanto a minha fé é que talvez valha a pena lutar e a sorte é capaz de me estender o braço...se alguém por ai se sentir igualmente só, partilhe a experiência por comentário e podemos ajudar-nos.
Ainda assim, sou feliz e anseio pela faculdade, pode ser que lá tenha melhor sorte!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A educação não está assim tão mal...

Hoje no meu colégio deu-se uma cerimónia anual a que tão pomposamente chamam:"Quadro de Honra". Esta celebre cerimónia tem como objectivo distinguir os melhores entre os melhores, a elite, como insistem em chamar-nos. Já devem ter percebido que faço parte da "elite". Não digo isto de forma presunçosa, mas também não atribuo, de modo algum, pouca importância a este facto! Isto para chegar à questão realmente em foco. Em fila chegamos ao local destinado a receber os "crânios", sentamo-nos. Mas quando nos levantamos para entoar a plenos pulmões o hino do colégio é que nos apercebemos da grandeza do evento, do calor que nos rodeia e da quantidade de miúdos dos 10 aos 18 que ali se reuniram. Penso imediatamente que a educação não está mal de todo! Com médias acima dos 16 valores dezenas de alunos, senão centenas, naquele momento mostram que a nova geração não está perdida, não completamente. A alegria que sinto quando me apercebo disto é enorme visto que a comunicação social trata de encher os jornais, as rádios e televisões com a desgraça do ensino pensei também no ensino onde se prestigia a qualidade e de onde saem pessoas com qualidade! Parabéns ao colégio, a todos os honrados mas também àqueles que por uma razão ou outra não estiveram presentes. Bem haja aos alunos, professores e BOM ANO!

domingo, 27 de setembro de 2009

É uma pena...

Assisto agora em directo, através órgãos de comunicação social, à contagem dos votos referentes ás eleições legislativas que definirão o partido que tentará remediar 40 anos de políticas erradas, de uma falsa democracia, de uma liberdade enfraquecida pelos interesses de alguns, perdão de cada um, pelo puxar a brasa à sardinha dos poderosos que, depois do frenesim da viragem para o caos que hoje nos morde os calcanhares desde 74, deixaram de acreditar em fazer o melhor para o país mas sim em protagonizar investidas ferozes ás carteiras das pequenas e médias classes. Mesmo quando o dinheiro não é a sua motivação, percebe-se claramente que a falta de jeito, vocação, e saber politico e social abundam nas mentes destes e limitam a nossa escolha e a fazem pender entre o mau e o fraquinho. Será possivel que estejamos limitados a escolher entre a mentira e o escandalo? Entre a atribuição de "tachinhos" e as reformas couxas e sem suporte nenhum? Entre investimentos megalómanos, que nos colocam entre os lugares cimeiros do endividamento e nos lugares últimos do desenvolvimento, e as constantes revoltas entre as classes trabalhadoras? Não se enganem pois é isso que nos espera durante os 4 anos que se seguem! Com a escolha de um povo que esquece os seus protestos, que esquece as injustiças que tanto chorou o país fica entregue ao partido da anedota e da mentira.
No entanto não culpo tanto assim o povo pois a ignorância não é passível de ser castigada. Quando os programas não são discutidos na campanha, quando tudo o que se vê são quezílias entre personalidades e ataques pessoais é natural que o voto se resuma a um "jogo do calhas". Viu-se mais o que é o quê e quem é quem num programa de humor com um dos "jornalistas" que melhor soube arrancar um certo resquício da verdade do que naquilo a que se chama campanha eleitoral.
Então o país fica entregue aos bichos no parlamento, ao zoo da falsa democracia. Temos assim uma Casa, onde outrora viveu um sonho, dividida em esquerda e direita; A esquerda liderada pela mentira(PS!), com os extremistas/cegos de ódio/longe de capazes(BE!) e com o partido da familia/dos sonhadores/dos utópicos(CDU) está na minha opinião dividida e sem ideias credíveis e aplicáveis. A direita comandada por um partido que sai ferido mas não moribundo, que quer fazer mais e deveria ter ganho(PSD!!), com um irmão zangado e de costas incompreensivelmente voltadas(CDS-PP), a estes falta credibilidade.
Este não é o país que amo nem o futuro que quero. é preciso união e vontade de fazer mais e melhor. Em vez de pensar grande pensar bem. Deixem as nacionalizações, as ideias trotskistas e o capitalismo desnfreado. Vamos ser inteligentes e envolver-nos na luta pelo país e por nós!!!
Vamos ser PORTUGAL!!!É uma pena que ainda não o sejamos...

Parabéns

Hoje é dia vinte e sete de Setembro de 2009, hoje há mais ou menos 41 anos nasceu a minha mãe de seu nome Rosário, Maria do Rosário. A ela quero dedicar este blog e todas as linhas que escrevi e escreverem... Para ela o maior beijo do mundo... Espero poder festejar muitos mais anos de amor e felicidade...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Viva a música!Fonte de vida...

No outro dia, estava eu a sair da escola, descansado, na minha horinha de almoço quando de repente começo a estranhar qualquer coisa, tinha claramente a sensação de me ter esquecido de algo ou de me faltar alguma coisa. Reação imediata foi a tão conhecida palpação que todos fazemos quando nos deparamos com este desconforto repentino. Primeiro os bolsos da frente em busca do telemovel e chaves de casa. Fase 1 confirmada, chaves e telemovel abordo. De seguida um raide aos bolsos de trás. Fase dois concluída, carteira e cartão da escola estão em posição.
Voltei a matutar, a pensar, a repensar, a divagar, a imaginar, a equacionar e mesmo a alvitrar, acabando por a chegar a conclusão nehuma. Andei mais um pouco, no entanto, um silêncio constragedor mantinha-se ocupando cada particula do ar, e eu quase sufocava no caminho para o café. Até que num momento de revelação, uma autêntica epifânia me apercebi o que faltava...MÚSICA!!!
Era isso, era precisamente isso! Música! Claro! Bom, compreendo que não estejam a perceber o porquê da falta de algo que não existe no ar. Provalvelmente já me estam a chamar maluco e a fechar as janelas do computador. Permitam-me que explique. Acontece que há uns meses dei conta que a minha vida parava sempre que não havia som, quando passeava só, ou quando me encontarava nas aulas de Português da Sr. Doutora Sónia Carvalho. Assim cheguei à conclusão que o motor para uma vida alegre, feliz, bem disposta e acordada é a musica! Invejava os actores(no sentido lacto não quero discriminar as actrizes, que até aprecio mais) que em qualquer momento têm sempre a sua banda sonora, os seus clichés musicais que dão cor a cada gesto, a cada sentimento como sendo o derradeiro, o final e mais intenso. Invejava que quando se amasse o ritmo subisse, que quando a morte assolasse a melodia facilitasse as lágrimas e que quando o perigo se aproximasse um som cortante avisasse os intervenientes( é que odeio surpresas que terminam em estrangulamento!). Então querendo sentir o mesmo que os actores criei a minha própria "playlist" que começa a tocar sempre que estou só. Por exemplo enquanto escrevia esta mensagem Michael Bublé deu um concerto na minha cabeça para mais de 16 neurónios!
Quero com esta mensagem aconselhar os leitores a criarem a sua "playlist", uma lista de faixas que vos faça sentir bem, que confira intensidade a cada momento, que vos dê confiança para atravessar os durões da escola e vos faça sorrir ou chorar o mais forte possível... É preciso é cantar, é preciso é dansar andando na rua, é preciso é Viver, como a música me ajudou pode tambem ajudar-vos...talvez não seja assim tão difícil viver como os actores, afianal é só preciso um pouco de imaginação...

Boa tarde leitores

Bom Dia

É verdade que não sei se alguém lerá as mensagens que aqui colocarei. Na realidade a decisão de criar um blog foi feita um pouco para poder contar experiências, desabafar e escrever sobre aquilo que me apetece-se!

Primeiramente gostaria de me apresentar. Nasci há 16 anos em Lisboa com o nome de Ricardo Gonçalves(mais sobre mim nas próximas mensagens). Para já posso confidenciar que gosto muito de escrever(não que o faça com frequência), e de partilhar opiniões sobre tudo e mais alguma coisa! Politica, futebol, cinema, saúde, musica e gastronomia. Se bem que, devo referir, que prefiro falar de politica e futebol apesar de amar o cinema e sentir que a cada uma das nossas vidas falta uma banda sonora!

O primeiro tema que abordarei será precisamente a música! Como seria andar na rua ao som dos Bee Gees? Interessante.

Até lá um abraço do principiante...

Ricardo Afonso Gonçalves