domingo, 27 de setembro de 2009

É uma pena...

Assisto agora em directo, através órgãos de comunicação social, à contagem dos votos referentes ás eleições legislativas que definirão o partido que tentará remediar 40 anos de políticas erradas, de uma falsa democracia, de uma liberdade enfraquecida pelos interesses de alguns, perdão de cada um, pelo puxar a brasa à sardinha dos poderosos que, depois do frenesim da viragem para o caos que hoje nos morde os calcanhares desde 74, deixaram de acreditar em fazer o melhor para o país mas sim em protagonizar investidas ferozes ás carteiras das pequenas e médias classes. Mesmo quando o dinheiro não é a sua motivação, percebe-se claramente que a falta de jeito, vocação, e saber politico e social abundam nas mentes destes e limitam a nossa escolha e a fazem pender entre o mau e o fraquinho. Será possivel que estejamos limitados a escolher entre a mentira e o escandalo? Entre a atribuição de "tachinhos" e as reformas couxas e sem suporte nenhum? Entre investimentos megalómanos, que nos colocam entre os lugares cimeiros do endividamento e nos lugares últimos do desenvolvimento, e as constantes revoltas entre as classes trabalhadoras? Não se enganem pois é isso que nos espera durante os 4 anos que se seguem! Com a escolha de um povo que esquece os seus protestos, que esquece as injustiças que tanto chorou o país fica entregue ao partido da anedota e da mentira.
No entanto não culpo tanto assim o povo pois a ignorância não é passível de ser castigada. Quando os programas não são discutidos na campanha, quando tudo o que se vê são quezílias entre personalidades e ataques pessoais é natural que o voto se resuma a um "jogo do calhas". Viu-se mais o que é o quê e quem é quem num programa de humor com um dos "jornalistas" que melhor soube arrancar um certo resquício da verdade do que naquilo a que se chama campanha eleitoral.
Então o país fica entregue aos bichos no parlamento, ao zoo da falsa democracia. Temos assim uma Casa, onde outrora viveu um sonho, dividida em esquerda e direita; A esquerda liderada pela mentira(PS!), com os extremistas/cegos de ódio/longe de capazes(BE!) e com o partido da familia/dos sonhadores/dos utópicos(CDU) está na minha opinião dividida e sem ideias credíveis e aplicáveis. A direita comandada por um partido que sai ferido mas não moribundo, que quer fazer mais e deveria ter ganho(PSD!!), com um irmão zangado e de costas incompreensivelmente voltadas(CDS-PP), a estes falta credibilidade.
Este não é o país que amo nem o futuro que quero. é preciso união e vontade de fazer mais e melhor. Em vez de pensar grande pensar bem. Deixem as nacionalizações, as ideias trotskistas e o capitalismo desnfreado. Vamos ser inteligentes e envolver-nos na luta pelo país e por nós!!!
Vamos ser PORTUGAL!!!É uma pena que ainda não o sejamos...

2 comentários:

  1. Infelizmente não concordo com certas e determinadas partes desse teu artigo, mas isso tu já sabes.

    Numa coisa concordo a abstenção ao nível que está é algo vergonhoso , atenção não estou a tirar o mérito ao Sócrates por ter ganho, mas assim nunca saberemos quem realmente Portugal quer no governo.

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  2. plenamente de cordo com a opinação sobre a abstenção, mas temos de concordar que um primeiro ministro que se portou ao nivel de um rato tem pouco mérito tem aquilo a que se chama uma sorte do camndro. E conta também com a forte colaboração do povo que fica fiel ao PS e não ao seu secretário geral. pena talvez prá próxima a direita esteja mais fort, determinada e esclarecida.

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